Imutabilidade nega o amor - Ricardo Gondim

Não simpatizo com algumas categorias teológicas do senso comum religioso faz tempo. A associação imediata que se faz entre poder e Deus me inquieta.
Antes, preciso confessar: eu já concebi os atributos de Deus como verdades metafísicas inquestionáveis. Enquanto as defendia, desejava preservar Deus de possíveis diminuições. Hoje percebo que tal zelo se apoiava em premissas da filosofia grega. Quando raciocinava sobre Deus e sobre o exercício do poder, repeti, inconscientemente, o conceito aristotélico do motor imóvel. Eu acreditava que a sobreposição helênica às narrativas semíticas sobre a divindade era importante para dar consistência racional à fé. Mal notei que, enquanto as páginas da Bíblia continham textos inconclusivos para descrever Deus, a lógica filosófica procurava encerrá-lo no absolutamente perfeito. Na filosofia, Deus é dado como axioma que extrapola a imperfeição humana. Como Deus faz parte do mundo das ideias perfeitas, nada pode afetá-lo, nada altera seu desígnio, nada o comove. Ele tudo move, mas nada consegue movê-lo.
Intrigado, questionei o motivo de Jesus Cristo escandalizar a elite religiosa de seus dias – fariseus, saduceus e doutores da lei. Os judeus aguardavam o Messias há séculos. Nutriam uma expectativa triunfalista para a chegada do ungido de Deus e imaginavam um redentor sem igual. Em setores mais politizados de Israel, ele se manifestaria como o grande libertador, numa versão melhorada e glorificada de Moisés. Entre os mais ortodoxos – fariseus e levitas – o preferido de Deus viria renovar os princípios da Torá. Seu profetismo excederia o de Elias, o profeta mais reverenciado na tradição hebraica. Entre herodianos e zelotas, o redentor vingaria Israel como grande império; sob sua liderança, Roma seria esmagada.
O processo de helenizacão do mundo já afetava os lugares por onde Jesus transitou. A Bíblia hebraica estava traduzida para o grego – a Septuaginta. A mensagem de Jesus escandalizou exatamente essa cultura. O que o amigo dos pecadores vivia e ensinava, simplesmente não cabia nas idealizações gregas sobre a divindade. O Deus que ele afirmava revelar parecia loucura.
O Deus dos fariseus zelava para que a lei nunca fosse desobedecida. Ele castigava duramente pecadores que traziam maldição sobre Israel (Deuteronômio 28 contém várias advertências e promessas de maldição para os desobedientes). Jesus ensinava e vivia em suas relações com o próximo a flexibilização da lei em nome da misericórdia.
A mulher apanhada em adultério experimentou como ele usou a força do amor para dobrar a rigidez do mandamento: Onde estão os seus acusadores? Eu não condeno você. Vá em paz e não peque de novo. Outra mulher (siro-fenícia, portanto, gentílica) foi alvo do triunfo da bondade sobre a coerência – Jesus curou sua filha momentos depois de dizer que a sua missão se restringia à casa de Israel. Um centurião romano exemplificou a excelência da solidariedade como exemplo de fé. Certa mulher impura devido a uma menstruação crônica foi curada apesar da impureza. O endiabrado de Gadara experimentou uma libertação que a cidade, seduzida pelo lucro do comércio de porcos, nunca lhe dera. Bartimeu, o cego da calçada, atestou em seu encontro com Jesus: pobres, marginalizados e esquecidos podem se aproximar de Deus.
Jesus não revelou um Deus juiz que persegue culpados como Javert. Ao contar a parábola do filho pródigo, o rabino de Cafarnaum deixou claro que, entre as muitas narrativas hebraicas, ele pinçava as que mostravam o Deus amoroso e não guerreiro, acolhedor e não justiceiro, suave e não imperativo. O Deus de Jesus não se assemelhava em nada ao motor imóvel de Aristóteles. Ele é o pai ferido da história. Enquanto aguarda a volta do filho perdido, sofre. O pai corre ao encontro do filho. Mesmo com o mal cheiro de lavagem de pocilga, o filho recebe beijos, ganha anel e sandália.
Se o farisaísmo antecipou um Deus mais forte que Baal, Jesus se mostrou frágil. Ele preferia andar ao lado de pescadores rudes ao ambiente refinado do clero. Se zelotes aguardavam um líder à frente de um exército mais destrutivo que as legiões romanas, Jesus mostrava crianças e dizia: O reino de Deus pertence a elas. Se herodianos ambicionavam guindar Israel como líder do mundo, revertendo séculos de opressão, Jesus abria o rolo da lei e lia: O Espírito do Senhor me ungiu para dar boas notícias aos pobres. O nazareno se condenou. Depois de afirmar que era a expressa imagem de Deus, os interesses financeiros da religião sentenciaram: ele tem de morrer. Um Deus fraco não servia, não serve e nunca servirá, aos interesses da religião – qualquer uma.
A revelação que Jesus trouxe de Deus eclipsou tanto o Deus dos fariseus como o de Aristóteles. Ele não se assemelhava em nada com o Ato Puro da filosofia. Em Cristo, Deus não é apático. Ele se comoveu de afetos viscerais por uma viúva a caminho de enterrar o filho e chorou diante da sepultura do amigo. O filho de Maria, encarnou, de fato, a profecia de Isaías 63:9: Em toda a angústia deles, ele também foi angustiado. A dor de homens e de mulheres magoa Deus.
Todavia, o que verdadeiramente escandalizou no Deus que Jesus encarnou foi sua tremenda inconsistência. Não há como ser misericordioso, gracioso e imutável ao mesmo tempo. A alvissareira nova de Jesus é que Deus não se prende a dogmatismos, legalismos e determinismos. Ele perdoa, restaura, reescreve história e caminha, pacientemente, ao lado de homens e mulheres. Deus conhece nossa estrutura, sabe que somos pó e como um pai/mãe, ama. Os fariseus se desesperaram com essa quebra de paradigma. Religiosos nunca suportam que a teologia montada na premissa do Deus intransigente e inamovível desabe. Enlouquecidos pelo zelo, a elite religiosa cometeu deicídio.
Jesus inaugurou um reino sem paralelo nos reinos humanos. O verbo se fez carne e os poderosos não perceberam. Jesus se valeu de metáforas diminutas para revelar seu reino: grão de mostarda, meninos e meninas, ovelha indefesa. Outras vezes, falou de  servos inoperantes e inúteis para mostrar o cuidado divino. Para descrever as relações de Deus com a humanidade, valeu-se de personagens como o filho pródigo, a prostituta, o leproso, o cego, o mendigo. E para o horror dos que exigem pureza na fé, até romanos e exorcistas informais ganharam elogio.
Jesus confunde qualquer elaboração filosófica e teológica a respeito do poder. Nele, Deus é todo amor, portanto, todo vulnerabilidade. Essa fraqueza, entretanto, é forte.  Deus não é poder que ama. Ele é amor todo-poderoso. No carpinteiro da Galiléia, todas as outras expressões da divindade podem ser descartadas como idólatras.

A beleza de uma fé que não compartilho - Isaac Butler



Para mim a beleza do cris­ti­a­nismo reside na sua impos­si­bi­li­dade. 
Ninguém consegue viver neste mundo como ele é e seguir ao mesmo tempo os ensi­na­men­tos de Cristo, em pra­ti­ca­mente qualquer inter­pre­ta­ção deles. Impos­sí­vel no tempo dele e no nosso – mas mesmo assim a ideia é você tentar. E esse tentar não deve levá-lo a resvalar em auto­de­pre­ci­a­ção ou em vergonha ou em julgar os outros; ao contrário, deve levá-lo a amar e a expandir a sua empatia: a com­pre­en­der as falhas dos outros, porque aqui está você, falhando logo ao lado deles.

Roberto Diamanso



Um nó, dois nós
Eu, mais um ou mais, um ser simplesmente
O eu poético do verdadeiro encontro
Nó, no plural, nós
Se o nó é na garganta e um de nós aflito
O outro sossegado, erudito, tem o antídoto
E assim, sucessiva, alternada
E alternativamente, amigos
Do saber, no lazer, no ósseo e no labor
Buscando o equilíbrio, temperante
Dás-me que dou todo meu ser
Todo meu querer ser
Todo ouvido, havendo ouvido
E por seus conteúdos movido
Cada indivíduo vai e ver vir ávido dizer...
Conte comigo!

Práxis edificante.

Euzinho - Luiz Felipe Pondé

A modernidade é uma declaração de guerra à ideia de tradição. Mas nós, modernos, continuamos a não perceber isso, e o resultado é que suspiramos como bobos diante do que pensamos ser uma tradição, apesar de detestarmos qualquer sinal verdadeiro de tradição.

Procuramos tradições em workshops xamânicos, espaços budistas nas Perdizes, livros baratos sobre como viviam os druidas.

São muitas as definições de tradição. Não vou dar mais uma, mas sim elencar atitudes que estão muito mais próximas do que é uma tradição do que cursos de cabala nos Jardins. Nada tenho contra estudar culturas antigas, apenas julgo um equívoco confundir a ideia de tradição com modas de uma espiritualidade de consumo.
Não existe xamã na Vila Madalena. A cabala não vai salvar meu casamento. Meditação não fará de mim uma pessoa melhor no trabalho. Imitar a alimentação de monges tibetanos não aliviará minha inveja. Frequentar cachoeiras indígenas não fará de mim uma pessoa menos consumista. Tatuar palavras védicas não me impedirá de fazer qualquer negócio pra viver mais.

Visitar templos no Vietnã não fará de mim alguém menos dependente das redes sociais. Desejar isso fará de mim apenas ridículo.
Uma tradição, pra começo de conversa, nada tem a ver com "escolha". Não se escolhe uma tradição. Neste sentido, muitos rabinos têm razão em desconfiar de conversos ao judaísmo por opção. Uma tradição funciona sempre contra sua vontade, à revelia de sua consciência, submetendo-a ao imperativo que escapa à razão mais imediata. A única forma de tradição a que a maioria de nós ainda tem acesso é a língua materna.

Colocar os filhos pra dormir todos os dias é mais próximo do que é uma tradição do que estudar velhos símbolos indígenas ou brincar com eles em pousadas nas chapadas. Não poder sair à noite porque um dos filhos tem febre é tradição. Velá-lo durante a noite é tradição. Morrer de medo durante esta noite é tradição. Nada menos tradicional do que uma mulher sem filhos. Ela até pode aprender capoeira, mas será apenas iludida, se sua intenção for experimentar a tradição afro.

Nada tenho contra mulheres não terem filhos, digo apenas, de forma modesta, o que é uma tradição.

Homens que sustentam sua mulher e filhos são tradicionais, mesmo em tempos como os nossos em que todo mundo mente sobre isso. Levar seus velhos ao hospital, enterrá-los, em agonia ou com absoluta indiferença, é tradição. Andar pela casa à noite pra ver se tem algum ladrão, enquanto sua mulher e filhos ficam protegidos no quarto, é tradição. Ser obrigado a ser corajoso é uma tradição, maldita, mas é.

Pular sete ondas numa Copacabana lotada nada tem de tradicional, é apenas chato. Tradição é ir pra guerra se não sua mulher achará você covarde. Lavar louça, fazer o jantar, lavar banheiros, morrer de medo diante do médico. Falar disso pra quem vive uma situação semelhante a você. Ter que passar nas provas na escola. Ter que ser melhor do que os colegas. Sangrar todo mês.

Tradição é pagar contas, enfrentar finais de semana vazios e não desistir. É sonhar com um futuro que nunca chega. Engravidar a namorada. Ter ciúmes. Odiar Deus porque somos mortais. Ter inveja da amiga mais bonita, do amigo mais forte e inteligente. É cuidar dos netos. É educar os mais jovens e não deixar que eles acreditem nas bobagens que inventam.
Tradição funciona como hábitos que se impõem com a força de um vulcão, de um terremoto, de um tsunami, de uma febre amarela. Nada tem a ver com se pintar como aborígenes pra defender reservas indígenas ou abraçar árvores.

Evolução espiritual é um dos top em quem quer "adquirir" uma tradição. Mas esta nada tem a ver com "buscar" uma evolução espiritual como forma de fugir de filhos que têm febre ou compromissos afetivos. A evolução espiritual verdadeira é algo que nos acomete como uma disciplina aterrorizante.

Teste definitivo: você busca evolução espiritual pra aperfeiçoar seu "euzinho"? Lamento dizer que qualquer evolução espiritual (se existir) começa com você esquecer que seu euzinho existe.

O tempo e as jabuticabas - Rubem Alves


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação' onde ‘tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa!...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena. 

A metade do corpo - Gregorio Duvivier





A viagem foi insuportável. Viajar de avião é uma sucessão de filas: fila do check-in, fila do embarque, fila do desembarque, fila da imigração, fila do táxi. Hoje em dia, pra piorar, você pega um ônibus da sala de embarque até o avião.

Eles não entendem que se você viaja de avião é exatamente porque você não queria pegar um ônibus? A comida do avião, nem precisa dizer, era odienta. Nova York estava um gelo. As ruas são cheias de brasileiro e kombis de cachorro-quente. Parece Osasco. Só que nevando.

Os taxistas são todos paquistaneses ou afegãos e falam inglês pior que você. Passam a viagem falando no celular -em paquistanês ou afegão. E, no final, você tem que dar gorjeta.

No bar é a mesma coisa. A cerveja é quente, amarga, sem colarinho e custa uns 20 reais.

Fora a gorjeta. Voltamos de metrô, que tem um cheiro de cachorro com notas de rato, urina e ovo podre. A única coisa boa é que a viagem foi com a minha esposa. Ela se diverte com qualquer coisa.

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A viagem foi uma delícia. Pra começar, viajamos de avião -podia ser de navio, que seria uma opção muito mais demorada.

Como a gente tá acostumado a andar de busão, o pessoal do aeroporto levou a gente num ônibus até o avião, pra transição entre os meios de transporte ser mais amigável.

No avião, linda surpresa: a TAM ainda serve comida! E vinho e sobremesa. Foi um festim.

Chegamos em Nova York. E estava nevando! Foi muito bom pra gente que queria fugir do calor de São Paulo. E quando a gente sentia falta de casa, era só ir ao Times Square. Só tinha brasileiros. E kombis de comida!

Parece a rua lá de casa. Só que nevando! Pegar táxi é uma experiência antropológica. Cada táxi que você entra é uma imersão em uma cultura distante. A trilha sonora não poderia ser melhor: o taxista dirige, invariavelmente, falando ao celular em línguas que você nunca ouviu antes.

Fomos a um bar delicioso, que teve a ideia brilhante de servir a cerveja um pouco mais quente pra contrabalançar o frio que estava lá fora. E sem o colarinho, que é um desperdício de cerveja. E a cerveja tem gosto, ao contrário das brasucas.

Valeu cada centavo. Na volta, pegamos um metrô. Isso é surreal: eles têm metrô! E funciona até tarde. E passa na cidade toda. E o cheirinho me lembrou do Jorge, nosso bassê.

Quase chorei de saudade. Não sei se o meu marido gostou. Acho que ele preferia ter ido sozinho.




Gigantes do passado, hoje apenas gigantes em poder - Caio Fábio D'Araújo Filho



Antes do Dilúvio o que se diz é que “filhos de Deus”, os Benai Elohim, possuíram “as filhas dos homens, dentre elas as mais belas [ou fortes], conforme melhor lhes pareceu; vindo daí os gigantes do passado; ou, ainda: “Os varões poderosos que dominaram o mundo antigo”.
Leia:
"Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade." Gênesis 6.4


Veio o Dilúvio com o fim de acabar com a “hibridização” que os Benai Elohim haviam realizado na Terra, não apenas com humanos, mas também fazendo experimentos que mudaram a natureza de todo ser vivente.
Porém, apesar do Dilúvio, aparentemente os Gigantes, ou seus descendentes enfraquecidos, sobreviveram; sendo prova disso a constatação bíblica de que os descendentes dos Nephilins, os gigantes do Genesis, continuavam presentes na terra de Canaã, bem como no mundo todo.
Flavius Josephus, historiador judeu que escreveu alguns dos textos de história mais importantes do mundo Ocidental, nos diz que os Gigantes do Genesis equivaliam aos Titãs dos Gregos, ou aos deuses dos Egípcios.
Na seqüência das leituras bíblicas se lê o seguinte:

"Antes haviam habitado nela [na terra] os emins, povo grande e numeroso, e alto como os anaquins; eles também são considerados refains como osanaquins; mas os moabitas lhes chamam emins." Deuteronômio 2.10-11

 “Porque só Ogue, rei de Basã [Colinas de Golã], ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados [4 metros], e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, segundo o côvado em uso."Deuteronômio 3.11

 “Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33
Como digo no meu livro Nephilim, nas notas de roda-pé, havia na antiguidade homens de estatura sobremodo elevada. Havia “homens” na terra toda cuja estatura ultrapassava 4 metros.
Os primeiros gigantes, chamados na Bíblia de Nephilins (enfilins no original hebraico, que significa "caídos" ou "desertores") — não eram apenas tão altos, mas poderosos do ponto de vista de seus saberes e ciências ocultas, conforme nos diz o livro de Enoque; e ainda conforme o testemunho histórico antropológico que nos vem de todas as culturas antigas do mundo.
Israel queria acabar com os Gigantes de Canaã, especialmente porque na mente dos judeus havia a certeza de que eles, os super-homens, eram os sobreviventes dos Caídos, os dos que desertaram a sua dimensão, os anjos, os Benai Elohim, os “filhos de Deus” que hibridizaram a criação.
Assim se diz:
"Não foi deixado nem sequer um dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode." Josué 11.22


Israel, todavia, conviveu com os Gigantes até aos dias de Davi, quando os quatro últimos remanescentes foram mortos. Então se diz que nesse dia “Satanás se levantou contra Israel”.
Veja mais textos que nos falam da presença dos Gigantes depois do Dilúvio, até que Davi matou os últimos deles.

"Ora, o nome de Hebron era outrora Quiriate-Arba, porque Arba era omaior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra." Josué 14.15
Outros grupos de gigantes chamados de Anaquins e Refains (ou Emins) se instalaram na Palestina entre o Mar Morto e a faixa de Gaza. Os israelitas mataram todos os gigantes desta região sobrando apenas o rei Ogue (na região norte da atual Jordânia) e alguns que foram para a faixa de Gaza (região entre o Mar Mediterrâneo e a cidade de Gaza).
"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [2,89 metros]." 1 Samuel 17.4
Golias é o gigante mais famoso da história. No entanto não chegava a 3 metros de altura. Sim; para mim os gigantes do tipo Golias já eram as aberrações sem o poder e nem a inteligência superior dos Nephilins originais.
Textos como o que segue nos mostram que os sobreviventes dos Nephilins, após o Dilúvio, perderam os poderes e saberes de antes, ficando apenas o gigantismo como crescente anomalia.
"Houve ainda outra guerra em Gate, onde havia um homem de grande estatura, que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé, e que também era filho do gigante." 1 Crônicas 20.6

Os gigantes de hoje são apenas seres que sofrem de anomalias, e nada têm a ver com os Nephilim.
A maior marca dos Nephilim não eram o tamanho, mas, segundo o Livro de Enoque, o saber, as ciências, as artes, o conhecimento dos céus, das ervas, das poções, das magias, e do uso dos poderes e energias do mundo invisível.
Hoje temos gigantismos, não mais Nephilins. Leia as seguintes histórias:
Em 1876 chegou a Londres um gigante fossilizado de 3,65 metros com seis dedos no pé direito. Ele foi desenterrado por Mr. Dyer durante uma operação mineira em County Antrim, Irlanda. Em seguida foi levado para exposição em Dublin, Liverpool e Manchester. Numa edição de dezembro de 1895, a revista British Strand Magazine publicou uma foto do fóssil tirada no depósito de mercadorias da Broad Street da Companhia de Estrada de Ferro North-Western, sendo mais tarde reimpressa no livro Traces of the Elder Faiths of Ireland de W. G. Wood-Martin (abaixo).


























Gigantes Recentes

Um pouco menores do que o famoso Golias, o filisteu que desafiou o exército de Israel, os gigantes mais recentes registrados têm altura entre 2,50 e 2,80 metros.


Fatos Registrados
Gigantes ancestrais americanos.
·         Em seu livro The Natural and Aboriginal History of Tennessee, John Haywood descreve "ossos muito grandes" encontrados em sepulturas de pedra no município de Williamson, no estado de Tennessee, em 1821.
·         Na metade do século XIX esqueletos gigantes foram encontrados próximo de Rutland e Rodman, no estado de Nova Iorque.
·         O Dr. J.N. DeHart achou vértebras de tamanhos incomum em morros de Wisconsin em 1876.
·         W.H.R. Lykins descobriu crânios de grande tamanho e densidade em morros da cidade de Kansas em 1877.
·         O Dr. George W. Hill, achou um esqueleto de tamanho incomum em um morro do município de Ashland, no estado de Ohio.
·         Em 1879, um esqueleto de 2,94 metros foi encontrado num morro perto de Brewersville, estado de Indiana (Indianapolis News, 10/11/1975).
·         Um esqueleto enorme foi achado em um caixão de barro, com laje de arenito contendo hieroglíficos, durante explorações do Dr. Everhart num morro perto de Zanesville, estado de Ohio. (American Antiquarian, volume 3, 1880, pág61)
·         Dez esqueletos de ambos os sexos e de tamanhos gigantescos foram encontrados num morro em Warren, estado de Minnesota, 1883. (St. Paul Pioneer Press, 23/5/1883)
·         Restos de 7 esqueletos de alturas estimadas em torno dos 2,3 metros foram encontrados em Minnesota, 1888 (St. Paul Pioneer Press, 29/6/1888)
·         Num morro perto de Toledo, no estado de Ohio, foram encontrados 20 esqueletos, sentados com a face virada para o leste, com mandíbulas e dentes duas vezes maior do que o normal, e ao lado de cada esqueleto havia uma tigela grande com figuras hieroglíficas curiosamente ornamentadas. (Chicago Record, 24/10/1895, citado por Ron G. Dobbins, NEARA Journal, volume 13, outono de 1978)
·         No estado de Minnesota foram encontrados um esqueleto de um homem enorme na Fazenda Beckley, em Lake Koronis, e outros ossos gigantes em Moose Island e em Pine City (St. Paul Globe, 12/8/1896).
·         Em 1911, mineiros descobriram várias múmias de cabelos ruivos com altura que varia de 2 a 2,4 metros junto com artefatos em uma caverna em Lovelock, no estado de Nevada (The Unexplained: An Illustrated Guide to the World's Natural and Paranormal Mysteries, Dr. Karl Shuker, 1996). Obs: Uma antiga lenda local diz que havia um grupo de gigantes chamados "Si-Te-Cah" que foram exterminados pelos índios Paiutes (ou Piutes), alguns séculos antes da colonização americana. Sarah Winnemucca Hopkins, filha do Chefe indígena Paiute Winnemucca, na página 75 do seu livro Life Among the Paiutes, confirma o fato afirmando que o seu povo guardou os cabelos ruivos daquele povo durante séculos...

Arcada dentária de uma múmia de Lovelock














Dr. Karl Shuker: "O Inexplicado"


·         Próximo de Lovelock,  foram achados 2 grandes esqueletos no leito do lago Humboldt em fevereiro e junho de 1931. O primeiro media 2,6 metros de altura e parecia ter sido embrulhado em um tecido coberto com goma como as múmias egípcias. O segundo esqueleto tinha quase 3 metros (Review - Miner, 19/6/1931).
·         Samuel Hubbard, Curador Honorário de Arqueologia do Museu de Oakland, descobriu dois corpos petrificados sendo um de 4,6 e o outro de 5,5 metros, no Grand Canyon do Arizona. Próximo ao local foi encontrado um grande número de pegadas de 43 a 50 centímetros de comprimento (The Hubbard Discovery, Setembro de 1923).
·         Em Julho de 1877, na região de Spring Valley próximo de Eureka, estado de Nevada, foram encontrados um joelho e um osso de perna humana tendo esta a medida de 99 centímetros, equivalente a altura de uma pessoa de aproximadamente 3,5 metros. Os ossos estavam bastante carbonizados devido a sua idade (Strange Relics from the Depths of the Earth, J.R. Jochmans, 1979).

Minha convicção é que muitos achados e descobertas “científicas” súbitas são frutos de “revelações” dos mesmos Benai Elohim que na antiguidade foram os senhores e mestres dos homens pela elevação do seu saber extra-ordinário.
Hoje os Nephilim, os Benai Elohim, “os filhos de Deus” do Genesis, segundo o Livro de Enoque, se tornaram demônios; ou seja: Enoque, o livro, nos diz que após morrerem os Nephilim receberam o castigo de terem que existir na Terra, num limbo dimensional; podendo apenas tentar penetrar almas abertas para eles ou que os invocassem. As Epístolas de Pedro e Judas se baseiam nesses fatos do passado da Terra e os usam como ilustração da realidade que os Nephilim, hoje, não trabalham mais do mesmo modo, como no passado, mas que, dada a sua presente situação e juízo, agem apenas pela via da indução ou da mediunidade.

A fixação dos anjos caídos neste mundo é alterar a natureza humana e controlar as nossas mentes!

Como diz Paulo esses são os “espíritos que agora atuam nos filhos da desobediência”.
Eles estão em tudo e em todas as coisas...
Por isto Satanás disse a Jesus que os poderes deste mundo tinham sido dados a ele, e que ele os daria a quem ele quisesse.
Hoje os Nephilins vão das possessões demoníacas às assombrações e fantasmagorias; vão dos coitos satânicos e consagrados ao diabo às monstrificações em laboratórios de genética; vão das facadas às armas climáticas em franco e célere desenvolvimento; vão dos aparatos de morte aos óvnis misteriosos; vão dos puteiros às orgias globais; vão dos cultos de frango, farinha e cachaça às alquimias da ciência mais evoluída; ou seja: eles sumiram no espírito a fim de fazerem de seu gigantismo algo muito mais gigantesco, só que não perceptível pelo olhar que apenas vê com o globo ocular.

E mais:
TENHO A FORTE SUSPEIÇÃO QUE HOJE EXISTEM CONFRARIAS CONSCIENTES DE TAIS FORÇAS E PODERES; E SÃO TAIS CONFRARIAS QUE REINAM SOBRE PRESIDENTES E PODERES OFICIAIS DESTE MUNDO!

Os donos deste mundo são conhecidos apenas por eles mesmos; sim, pelos membros do mesmo clube da morte e da manipulação!
E mais: eles são de países e raças diferentes, mas unidos pela mesma ideologia espiritual: a dos Nephilins!
Digo isto apenas para que se pense!...
Isto não salva o espírito, mas ajuda a gente a andar de olhos bem abertos!

Nele, em Quem todo Gigante cai pelo sobro de Sua boca.